Sobre o ministério

biblianasescolas

Porque a Bíblia nas escolas

Se você quisesse mudar o mundo, por onde começaria? Se você quisesse implantar outros valores, modificar conceitos, qual seria o seu ponto de partida? Não estou falando de uma nova marca de roupas ou sobre uma tendência de mercado para os próximos meses. Estou me referindo a algo mais profundo, como a transformação de toda uma cultura ou sociedade. Já tem um palpite?

Bem, se você pensou nas crianças, certa resposta! Vivemos em um mundo louco. Basta ligar a TV, acessar as redes sociais, ou até mesmo olhar para o lado para perceber que algo está errado por aí. E se estamos em uma época confusa, pode ter certeza que há muitos anos alguém teve a brilhante ideia de modificar o sistema em que vivia. E como isso começou? Bom, existem muitas respostas, mas vou me ater a apenas uma delas. Quero te contar brevemente a história de Alice Bailey.


 

foto-10Alice Bailey

Alice nasceu na Inglaterra, em 1880, em uma família muito rica e tradicional. Perdeu os pais quando era criança e, junto com a irmã mais nova, se mudou para a casa dos avós. Ela tinha apenas oito anos de idade quando isso aconteceu. Criada em um lar cristão, ela mesma conta em sua autobiografia, que a vida era regida por princípios muito rígidos. Ela estudava, conhecia bem a Bíblia e usava o tempo livre para evangelizar. Era uma jovem que queria que todos aceitassem a Jesus e fossem salvos pelo sacrifício da Cruz. Mas ainda na adolescência, Alice passou por uma experiência espiritual em que ela disse ter conhecido o “mestre” que a conduzira para o ocultismo décadas depois.

Aos 22 anos Alice se alistou como evangelista e viajou com o Exército Britânico para a Irlanda e para a Índia. A missão dela era ensinar a Bíblia, pregar para os soldados sobre a salvação em Cristo e aconselhar pessoas. Após anos servindo no campo missionário conheceu o futuro marido, um militar por quem se apaixonou. Ela e Walter Evans se casaram, se mudaram para os Estados Unidos e lá ele se tornou um ministro da Igreja Episcopal.

Alice deixou para trás o conforto da alta sociedade britânica para uma nova rotina com recursos financeiros limitados. Como esposa de pastor, dava aula na escola dominical, ensinava a Palavra de Deus e cuidava das três filhas pequenas. Porém, a vida não era nada parecida com um conto de fadas. Ao contrário do que pregava, Walter era violento e agredia a esposa. Desiludida, frustrada e questionando a própria fé Alice tomou uma decisão que mudaria tudo. Em 1915, aos 35 anos, ela encerrou o casamento. Se sentindo abandonada por Deus, negou a própria fé e os ensinamentos que por anos viveu.

Foi neste contexto, vivendo os desafios de uma mãe “solteira”, que ela teve contato com a Teosofia. Por meio de duas amigas ela foi apresentada aos pensamentos de uma outra mulher que questionava os princípios bíblicos: Helena Blavatsky. Vamos interromper rapidamente a história de Alice para eu te contar quem foi Helena.


 

foto-11Helena Blavatsky

Helena nasceu na Rússia, em 1831, em uma família muito tradicional, com origem aristocrática. Ela era filha de um coronel e de uma escritora. Rebelde desde criança, foi morar com os avós após a morte da mãe, quando ainda era pequena. Helena dizia que conseguia se comunicar com seres de outros mundos e com os mortos; e os registros históricos revelam que ela sempre teve grande inclinação ao ocultismo.

Aos 17 anos Helena se casou com um homem de 51. O marido, de quem herdou o sobrenome, era general e governador de uma província russa. A relação durou apenas três meses. Frustrada com a vida conjugal, Helena fugiu de casa, desapareceu do país, até conseguir se divorciar oficialmente. Nos anos seguintes, ela viajou pelo mundo, estudando e buscando experiências espirituais. Foi influenciada especialmente pelas filosofias orientais. Aos 20 anos de idade, mergulhou de vez no ocultismo. Passou a ensinar sobre magia, esoterismo, escreveu livros e se tornou uma referência no assunto. Em 1851 Helena recebeu a tarefa, transmitida por um mestre hindu, de criar uma sociedade espírita transcendental. E foi exatamente o que ela fez nos anos seguintes.

Em 1873, ela se mudou para os Estados Unidos para divulgar as experiências paranormais que dizia viver. Assim que chegou a Nova Iorque assumiu a missão de desafiar a teologia cristã e se levantar contra os ensinamentos bíblicos. Em 1875 ela fundou a Sociedade Teosófica, que formalizou tudo o que ela acreditava. Depois percorreu o mundo, novamente, promovendo o ocultismo e o que ela chamava de Leis que governam o Universo. Helena morreu em Londres, no ano de 1891, por causa de uma gripe.


Voltando a Alice

Quando Alice leu sobre as ideias de Helena Blavatsky e passou a conviver com duas mulheres que foram discípulas da criadora da Teosofia, ela se encantou. Abandonou de vez a crença da salvação em Cristo para abraçar a teoria da reencarnação. Ignorou a graça e a misericórdia divina para aceitar a filosofia do “karma”. Alice selecionou apenas o que a interessava na Bíblia e ignorou o resto. Deixou o cristianismo para abraçar o esoterismo, delegando a Jesus o papel de “mestre principal”. Ela passou a defender que Ele era apenas um ser iluminado que conduzia outras pessoas evoluídas para se tornarem seres superiores. Segundo esse pensamento, eles formam a “Hierarquia”, uma espécie de “conselho divino” que rege o universo. Alice passou a dar aulas sobre o assunto e se casou novamente.

Com o tempo ela se tornou uma médium conhecida e escreveu muitos livros que disse terem sido ditados pelos “mestres”. Desiludida também com a Teosofia, rompeu com o grupo e fundou em seguida a Escola Arcana, em 1923. Baseando-se nos conhecimentos de Helena Blavatsky, se aprofundou ainda mais no ocultismo e fundou a instituição para difundir conceitos esotéricos, formar discípulos e promover experiências paranormais.

Foi daí que nasceu oficialmente o Movimento Nova Era. Alice Bailey acreditava que a história da humanidade era dividida em etapas. Como se estivéssemos prestes a entrar em uma nova fase, deixando para trás a Era de Peixes passando para Aquário. Nesta época uma Nova Ordem Mundial será formada, com um governo único, um economia global e uma religião universal capaz de reunir todas as crenças e credos. Ela também fundou uma editora para publicar todo o material produzido por ela. Curiosamente o nome escolhido foi Lucifer Trust, que anos ela depois mudou para Lucis Trust.

É importante dizer que todos os conceitos defendidos pela Escola Arcana vão contra a Palavra de Deus. Eles defendem a astrologia, que é amplamente condenada na Bíblia.

“Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a estas práticas...” (Deuteronômio 18.10-12)

Também crêem na reencarnação, que é rebatida na carta aos Hebreus, capítulo 9, versículo 27:

“Basta ao homem morrer uma só vez vindo depois disso o juízo”.

Outra crença anti-bíblica de Alice Bailey é o contato com os mortos. Em Levítico 19.31 está escrito:

“Não vos voltareis para os que consultam os mortos, nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus”.

A Escola Arcana ainda defende a evolução espiritual de cada pessoa, de forma que todas possam reencarnar, se desenvolver, até atingir o nivel dos grandes mestres. O que quer dizer que qualquer um pode se transformar em um “deus”. Essa é mais uma das terríveis heresias difundidas pela mulher que um dia pregou a Palavra de Deus!

Outro fundamento da Nova Era, difundida por Alice, é que para fundar essa Nova Ordem Mundial, as crianças deveriam ser seduzidas nas escolas para uma nova filosofia. E assim chegamos a história de uma terceira mulher que quero te apresentar: Madalyn Murray O’Hair.

Mas antes disso, quero compartilhar a estratégia que Alice Bailey divulgou para a execução do Plano para a libertação do mundo do jugo e restrições do cristianismo. Entre as ideias que ela difundia estão as seguintes:

Não incomodar os adultos, mas investir nas crianças.

Se você puder trabalhar com as crianças cada geração seguinte será mais receptiva ao Plano do que a anterior, até o que o Plano se tornará normal.

Então qualquer nação que aceitar o Plano ficará livre do cristianismo.

Agora sim, vamos falar de Madalyn Murray O’Hair.

pols.ohairmadalynMadalyn Murray O’Hair

Madalyn nasceu nos Estados Unidos, na cidade de Pittsburgh, em 1919. A vinda dela ao mundo não foi desejada pelos pais. A mãe tentou abortá-la, sem sucesso, saltando da janela do segundo andar de casa. Mas Madalyn sobreviveu, nasceu, foi batizada na igreja presbiteriana e cresceu fazendo orações antes de dormir. A mãe dela, por sua vez, acreditava ter poderes paranormais e usava cartas para ler o futuro. Por volta dos 10 anos de idade Madalyn leu a Bíblia e, segunda ela, foi assim que parou de acreditar em Deus.

Aos 22 anos Madalyn se casou pela primeira vez. Pouco depois ela e o marido se alistaram nas forças armadas americanas e partiram para destinos diferentes. Em 1945, enquanto servia na Itália, ela manteve um relacionamento extraconjugal com um homem casado chamado William J. Murray Jr., e engravidou. O amante, um homem rico e católico, se recusou a se separar da esposa e reconhecer a paternidade da criança. Arrasada, Madalyn assumiu o sobrenome do amante e o repassou ao filho. De volta aos EUA, se separou oficialmente do marido com quem tinha se casado antes da Guerra.

Em 1954 ela teve outro menino, fruto de mais um breve relacionamento. Morando na casa dos pais, com duas crianças pra criar, ela passou a estudar sobre o socialismo e tentou, sem sucesso, imigrar para a União Soviética.

Em 1960 Madalyn procurava uma causa para defender. Ela tinha um relacionamento agressivo com o pai, perdia os empregos com frequência, defendia o comunismo em um país capitalista e começou a encarar os fatos de uma vida fracassada. Ela era uma mulher divorciada, com dois filhos de homens diferentes, sem trabalho fixo, morando na casa da família com quem não se dava bem. Se sentia perdida, sem objetivo. Porém, foi assim que ela encontrou um: retirar a oração e a Bíblia das escolas públicas americanas.

Madalyn criou os dois filhos como ateus, sem valores morais, em um ambiente hostil e violento. Ela pregava que era ridículo acreditar na Bíblia, que não fazia sentido obedecer um ser celestial e que não era necessário fazer nenhum tipo de oração. Ela dizia que não existia Deus, nem céu, nem inferno. Sendo assim, decidiu processar a escola do filho mais velho, de 14 anos, por causa dos momentos obrigatórios de oração.

Madalyn foi aos tribunais defender a necessidade de um Estado laico, sem a influência das instituições de ensino na formação espiritual das crianças e adolescentes. Ela alegou que a oração obrigatória feria a Constituição. Durante três anos lutou por essa causa na justiça até conseguir retirar definitivamente a Bíblia e o momento religioso das escolas públicas dos Estados Unidos.

Em 1963 ela fundou a organização American Atheists e ficou conhecida como a mulher mais odiada da América. Curiosamente muitos estudiosos acreditam que a Era de Aquário (defendida por Alice Bailey como o novo período da história da humanidade) começou no ano anterior, em 1962, marcando o início de uma nova consciência no mundo.

Em 1965 Madalyn se casou novamente e teve mais um relacionamento destruído. Na autobiografia escrita pelo filho mais velho, ela foi retratada como uma mulher má, corrupta e perversa. Se gabava de assistir a filmes pornográficos, exaltava um vida dedicada ao sexo livre e aos prazeres terrenos. No escritório da Associação gostava de contratar criminosos, como homicidas confessos. A vida de William, por sua vez, também não foi das melhores. Ele se envolveu com drogas, bebidas, se tornou violento e também teve uma filha sem se casar.

Mas, em 1980 William teve um sonho que mudou a sua vida. Ele teve uma visão do que era o inferno e o que era salvação em Cristo. Então ele comprou uma Bíblia, a leu inteira e aceitou a Jesus. Ele, que já tinha sido o presidente da organização ateísta de Madalyn, negou a tudo o que aprendeu ao longo da vida e se tornou um pastor. William se transformou no principal oponente da mãe e passou a lutar para que as Bíblias e orações voltassem as escolas, desfazendo de uma vez por todas o trabalho de Madalyn. Ela, por sua vez, o renegou.

Enquanto William fundou sua própria organização para garantir os direitos dos cristãos nos Estados Unidos; em setembro de 1995 Madalyn, o filho mais novo e a neta foram sequestrados e mortos. O assassino era um dos homens que ela contratou para trabalhar na associação ateísta. Os corpos só foram descobertos cinco anos depois.

Porque queremos a Bíblia de volta as escolas

William Murray acredita que a proibição da oração nas escolas marcou de uma vez por todas o declínio, como nação, dos Estados Unidos e eu também creio nisso. Madalyn fez apenas aquilo que Alice Bailey, inspirada por Helena Blavatsky, queria. Ela retirou a referência cristã das escolas, influenciando toda uma nova geração. Pessoas que hoje tem menos de 50 anos já foram criadas neste universo em que as Bíblias não são bem vindas nas instituições públicas de ensino dos Estados Unidos, e em muitos lugares do mundo. Não é a toa que muitos cristãos têm vergonha de andar com o livro sagrado debaixo do braço.

Essas três mulheres, curiosamente divorciadas, com as vidas destruídas pela falta de referência familiar, e movidas pelas frustrações conseguiram ao longo de 100 anos criar uma consciência anti-bíblica. Renegando a Palavra de Deus, buscando orientação de seres espirituais, com base em heresias, elas tomaram atitudes que nos afetam até hoje.

Desde a década de 1960 o mundo têm mergulhado em um caminho perigoso, e é só assistir aos noticiários para perceber que as coisas não vão bem. Quando voltamos ao Plano de Alice Bailey, podemos perceber que a retirada do conteúdo cristão das instituições de ensino, que foi executado por Madalyn, é apenas um passo para a destruição do conceito de família, a deturpação do sexo, o incentivo ao aborto, ao divórcio, a utilização da mídia para difundir esses novos princípios, forçando o governo a criar novas leis e a igreja a abraçar as mudanças que vão contra os ensinamentos de Jesus Cristo.

Você consegue perceber agora como é importante orar pelos nossos filhos? Como eles precisam ter contato diário com a Palavra de Deus? Você consegue enxergar o seu papel como mulher neste novo cenário global?

Os seus filhos e as próximas gerações precisam de você.

 

Por Eiricka Braga