Quando o Sonho tem voz!

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Quem nos acompanha desde o início sabe que começamos o ministério de um jeito despretensioso. Éramos apenas mães que se reuniam para orar pelos filhos. Ponto. Mas, rapidamente fomos surpreendidas pelo alcance dos encontros e percebemos que Deus estava preparando algo mais. Notamos que muitas mulheres também sentiam a necessidade de fazer algo do tipo, e várias pessoas passaram a nos perguntar como tudo acontecia. Então, surgiu a ideia de criar uma logomarca, de estabelecer algumas direções, e de divulgar o que estávamos vivendo. Queríamos mostrar para outras mães que elas também podiam se reunir. E assim o Mães que Oram foi crescendo.

Antes tínhamos apenas uma página provisória na internet e muitas ideias. Mas todas as mensagens legais que chegavam, criaram em nós o desejo de ampliar o trabalho! Foi assim que decidimos criar um perfil no Instragram (@maesqueoram, você já nos segue?), a conta no Facebook (você já curtiu? facebook.com/euoropelosmeusfilhos) e um canal de vídeos no Youtube (você já se inscreveu?)! Celebramos cada novo seguidor, cada recado recebido e todas as vezes que vemos alguém compartilhar um conteúdo produzido por nós, vibramos!

Este blog (e o site novo que está lindo!!) é a “cereja do bolo”. Nesses quase 20 dias em que está no ar já compartilhamos estudos, mensagens, reflexões, entrevista, dicas e não paramos de sonhar!

O lançamento oficial foi no dia 6 de maio. Para marcar a data reunimos algumas mães que fazem parte dessa história e tivemos um tempo maravilhoso. Agora o vídeo oficial ficou pronto e queremos compartilhar com vocês a nossa alegria.

No Salmo 126.3 está escrito: “Grandes coisas o Senhor fez por nós, por isso estamos alegres”. Assistindo ao vídeo fica bem fácil de ver as nossas expressões de felicidade!

 

 

 

 

 

 

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A BoaDrasta!

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Muitas mulheres experimentam a maternidade de uma forma diferente. Algumas chegam em famílias “prontas”, onde o marido traz filhos do relacionamento anterior. Assim que elas dizem o sonhado “sim”, recebem outro título, além de “esposas”. Elas passam a ser chamadas também de “madrastas”. A Marcela é uma dessas mulheres. Ela tem dois enteados e uma linda experiência para compartilhar.

É com ela que estreamos aqui a nossa sessão de entrevistas! Temos certeza que você vai gostar dessa história.

Mães que Oram: Marcela, quando vocês se conheceram você sabia que o seu marido tinha filhos:

Marcela: Sim. Somos advogados e trabalhávamos juntos. Sabia que ele tinha passado por um divórcio doloroso e sempre falava com muito carinho dos filhos. Ele é um pai sensacional, e eu percebi que as crianças eram as pessoas mais importantes da vida dele. Eu sabia que para entrar naquela história eu que teria que me adequar à relação que eles já tinham. Ele vivia em função dos dois. Naquela época a Maria tinha uns 9 anos e o Gustavo 3.

MQO: Como você foi apresentada às crianças?

Marcela: Fomos apresentados seis meses após o início do namoro. Foi feito todo um trabalho para explicar quem eu era. Meu marido foi contando aos poucos que estava conhecendo uma pessoa muito especial, de quem ele gostava muito. E por isso queria que os filhos me conhecessem também. Ele foi trabalhando a aceitação com muita sabedoria. Ele foi na filha, que é mais velha, primeiro, e depois no caçula. Ele disse: “Olha, estou com uma namorada. Uma pessoa muito especial, que me ajuda muito e eu estou muito feliz com ela. Gostaria que vocês a conhecessem”. Ele foi falando de mim, em pequenas porções. Ele nunca deixou de ficar com os meninos para estar comigo. Os finais de semana que eram destinados às crianças eu deixava que eles ficassem juntos integralmente. Não queria que eles se sentissem substituídos. A Maria eu conheci em uma sessão de cinema. E o Gustavo durante um café da manhã do dia dos pais. Foi ótimo. Nunca tentei concorrer com ninguém. Não abraçava e nem beijava o pai quando estávamos com eles, por exemplo. Foi tudo tranquilo e com direção de Deus. Tínhamos certeza de que iríamos ficar juntos e queríamos que a relação desse certo.

MQO: Em algum momento isso pesou na sua decisão de se relacionar, e de se casar?

Marcela: Durante muito tempo, apesar de estar apaixonada, pesou sim. Não pelas crianças, que eram maravilhosas. Mas pela responsabilidade que seria atribuída a mim. Eu sabia que não conseguiria exercer um papel superficial. Quando ele me pediu em casamento eu disse sim, mas com algumas condições. Uma delas exigia uma mudança no meu relacionamento com a Maria e o Gustavo. Eu queria saber qual importância eu teria na vida deles. Qual seria o nosso modelo de família. Com o casamento eu não teria como me desligar dos dois e eles fariam parte da minha vida. Eu teria que levar a história de duas crianças que eu não criei, que eu não eduquei, que culturalmente são diferentes de mim. Eu sabia que teria que amar, zelar, e proteger, porém eu precisava entender o meu papel naquele contexto familiar.

MQO: Por quê? Que tipo de papel você gostaria de exercer?

Marcela: Existem três tipos de madrastas. Tem aquela que se envolve, que participa integralmente da vida das crianças e que ama os enteados genuinamente. Esse é o modelo que escolhi. Mas infelizmente é o tipo mais raro, porque foi ensinado para as mulheres que esse sempre será um relacionamento de competição. Como se houvesse uma disputa eterna com os filhos e com a ex-mulher. Creio que muitas vezes as madrastas se comportam assim não por maldade, mas por falta de orientação. O segundo tipo é a madrasta superficial. Para esta mulher os filhos do marido não são problema dela. Eles não se encaixam no projeto e nos sonhos do novo lar. Ela não se vê como parte daquela família e vive como se as crianças fossem apenas filhos de uma amiga. Não existe uma relação profunda de entrega e amor. Às vezes, quando o pai é muito apaixonado pela atual esposa, ele suporta e entende que ela não é obrigada a participar, nem se envolver. E por fim, existe o terceiro tipo, que infelizmente acaba sendo o mais comum, e mais perverso. A madrasta que manipula situações e os relacionamentos entre o pai e os filhos, e o marido e a ex-mulher. Ela sempre pensa em competição e substituição. Essa se torna uma relação difícil, de ciúmes, trazendo um rastro de feridas. A madrasta enxerga os filhos do marido como uma representação da mãe deles, e por isso não os vê como parceiros. Eles se tratam então como concorrentes pelo amor do pai. Eu não queria isso para mim, nem para eles.

MQO: Como é a sua relação com eles hoje?

Marcela: Eu nunca tentei ser a mãe. Eles tem uma mãe sensacional, insubstituível. Ela é muito bacana, muito presente, e deu uma educação muito boa para as crianças. Eu não entrei para substitui-la. A minha decisão foi assumir o papel da mulher que apoia o pai e que pode ser a melhor amiga das crianças. Mas eu deveria agir, amar, estar presente, sabendo que o meu papel não é de disciplinar.

MQO: Como vocês lidam com a questão da disciplina em casa?

Marcela: Eu sempre soube que deveria amá-los, mas não poderia discipliná-los. Nós, as madrastas, queremos sempre que os enteados tenham uma imagem positiva ao olhar para nós. Porque qualquer situação desagradável eles vão levar para o pai, pode ter certeza. E os maridos podem ver a esposa de uma forma diferente, por causa disso. Por mais que a mulher seja amada, ele espera que você seja a adulta da relação, e tenha o controle. E tem outra coisa: os filhos perdoam qualquer falha do pai e da mãe, mas da madrasta não. Existe o perigo de você corrigir uma atitude errada e aquilo ser uma cisão eterna na relação. Então eu e meu marido fomos resolvendo isso juntos. Ele teve muita paciência para me ajudar a amadurecer as ideias. Combinamos que eu não corrigiria as crianças, mas eu poderia chamar a atenção. Se eu estou sozinha com o Gustavo, que hoje tem 7 anos por exemplo, ele precisa me obedecer. O pai já o orientou a isso. Eu não disciplino, mas imponho respeito. Não conquistei nada no grito. Nunca brigamos, nós conversamos. Estabeleci para mim mesma o seguinte: os pais colocam as regras, eu apenas faço as crianças cumprirem o que eles já estabeleceram. Mas falo sempre com carinho e amor.

MQO: O que você acha da palavra “madrasta”? Como você se apresenta?

Marcela: Eu acho muito pejorativa e que implica maldades. É uma palavra que me traz desconforto e me incomoda muito. Para começar pelas histórias infantis. O desenho da Cinderela é um exemplo. A madrasta é aquela que só pensa nela, que vai manipular o pai contra os filhos. Essa é a imagem que fica. Então não gosto e sempre busco com o Gustavo e com a Maria uma palavra melhor. Muita gente pergunta se sou a mãe deles. Eu e a Maria nos apresentamos como amigas. Pronto. Achamos um jeito charmoso e elegante para isso. Já o Gustavo me apresenta como a esposa do pai e não gosta muito de ficar explicando.

MQO: Você pensa em ter filhos? Como as crianças lidam com isso?

Marcela: A Maria me pede um irmão todas as semanas. Ela fala que vai ajudar a cuidar. E o Gustavo sempre pergunta se estou grávida. Eles querem muito ver a família crescer. Deus tem planos perfeitos e cremos que uma nova criança virá na hora certa. Talvez quando eles estiverem prontos para dividir o pai, e a mim. Desde que nos casamos tivemos tempo para criar uma relação de afeto e amor com os meninos, e é bom que isso tenha acontecido antes de vir mais uma criança, para evitar qualquer tipo de ciúmes.

MQO: Você leu algo para se preparar para essa relação de madrasta x enteados?

Marcela: Eu não consultei nenhum livro, mas li muitos textos antes de me casar. Também observei alguns exemplos próximos. Me preocupei em aprender em como não ser, para depois descobrir o que ser e como agir.

MQO: Você faz parte do grupo Mães que Oram. Madrastas devem orar pelos enteados?

Eu e meu marido oramos muito pelo Gustavo e pela Maria. Juntos e separados. Eu jejuo por eles. Acho que temos que orar a partir do entendimento da importância que você tem na vida das crianças. Talvez se eu não tivesse Jesus, eu não teria uma relação tão boa com os dois. Eu não consigo desassociar o amor genuíno que eu tenho pelo Gustavo e pela Maria, do amor genuíno que Deus tem por mim como filha. É a mesma relação. Deus me escolheu. Da mesma forma eu escolhi amar meus enteados, de todo meu coração. E eles retribuíram esse amor. Não vencemos ninguém pelo cansaço, mas pelo amor. Eu entendi que Deus me escolheu para cuidar deles, como filhos espirituais. É uma missão. Eu oro pela nossa relação, e para que o mal não os atinja. Para que eles possam sempre me ver como eu os vejo: com o amor de Deus. Eu não imagino mais a minha vida sem eles. Orar e ver os resultados é maravilhoso. Toda madrasta deveria orar pelos enteados. Porque quando Deus entra na história, a relação muda. Não importa quantos anos de conflito você já tenha vivido, Deus pode mudar todas as situações. Precisamos entender que madrasta e enteado é uma relação de família.

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O que você quer para os seus filhos quando eles crescerem?

 

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Na reunião desta quarta tivemos o prazer de ouvir um estudo dirigido pela Poliana Quintão. Ela é uma das fundadoras do ministério e trouxe uma mensagem maravilhosa sobre criação de filhos, usando o Salmo 23 como base.

Que tal começarmos fazendo algumas reflexões? Pense nas seguintes perguntas: O que queremos para as nossas crianças quando elas se tornarem adultas? Queremos que elas se tornem pessoas boas, capazes e misericordiosas? Queremos ver nossos filhos felizes? Queremos vê-los na presença do Senhor para sempre?

Sim, desejamos tudo isso. Temos sonhos para cada um deles e tudo o que uma mãe mais quer é ver aqueles bebês lindos, aos quais um dia demos à luz, se tornarem pessoas incríveis, realizadas e cheias de Deus. A Bíblia possui grandes ensinamentos para que consigamos conduzir nossas crianças por esse caminho de triunfo. O Salmo 23 vai nos mostrar como.

“O Senhor é o meu pastor, de nada terei falta. Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz à aguas tranquilas”.

Com estes dois primeiros versículos vemos a importância do papel do pastor. Ele é a pessoa responsável pelas ovelhas, assim como nós, mães, somos responsáveis pelos nossos filhos. O pastor sabe que precisa alimentar as ovelhas, que precisa cuidar delas, ajudá-las a descansar. Somos as pastoras das nossas crianças e precisamos encarar a criação delas com a mesma seriedade que um pastor lida com o seu rebanho.

“Restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do Seu nome”.

A mãe tem um papel fundamental na vida dos filhos, durante toda a vida. Somos para eles um lugar de descanso. A mãe tem o poder de dar aconchego para as crianças, ela levanta, e fornece todo o suporte necessário para que os filhos se desenvolvem. Ela também guia, dando o exemplo. Por isso, precisamos ficar atentas às nossas atitudes, amando a Deus e sendo direcionadas por Ele. Se agirmos dessa forma criaremos em nossos filhos o desejo de seguir a Cristo também.

“Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me protegem”.

A mãe sempre será um lugar de refúgio. Precisamos ser presentes nas vidas dos filhos desde pequenos, para que mesmo quando eles crescerem eles possam saber que estamos por perto. Devemos conduzir os nossos filhos, moldando o caráter deles, disciplinando, assim como um bom pastor. Ao mesmo tempo em que o cajado é visto como instrumento de disciplina, ele também é usado como meio de condução. O processo de educar é trabalhoso. Não podemos ter preguiça! Precisamos conduzi-los treinando pela instrução. A mãe faz isso instruindo diariamente. Ela mostra como se faz. Depois, com o tempo, eles passam a andar com as próprias pernas. Mas antes, eles seguem os nossos passos. Por isso não podemos negociar o que é inegociável.

“Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice”.

Devemos honrar os nossos filhos, abençoá-los todos os dias, compreendendo a importância das nossas ações. Devemos ensiná-los a perdoar aqueles que nos fazem mal, e tratar a todos com generosidade.

“Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver”.

Tudo o que fazemos deixa um rastro. Se amamos, deixamos um rastro de amor. Se somos relapsas, deixamos um rastro de abandono. As memórias construídas hoje permanecerão nos corações das nossas crianças para sempre. Se os ensinarmos a amarem a presença de Deus, a frequentarem a casa de Deus, se mostrarmos a eles a fidelidade do nosso Pai celestial, tudo isso se tornará tão natural, que eles não saberão viver de outra forma.

Assim como diz Devi Titus, concordamos que “O lar é onde o coração humano é formado”. Por isso devemos investir tempo na formação da nossa descendência, e encarar essa tarefa como a nossa principal missão.

 

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