Entrevista Marília Gabriela Menotti!

Ela é cristã, psicóloga de sucesso, uma mulher linda, mãe de uma menina super fofa e muito sábia. Hoje vamos aprender com a Marília Gabriela Menotti! A Gabi é casada com o Fabiano, que faz parte da dupla sertaneja César Menotti e Fabiano, e topou bater um papo conosco sobre relacionamento conjugal, criação de filhos e oração. Ela é a prova viva que aquela máxima é verdade: “Por trás de um grande homem, há uma grande mulher”. E que mulherão!

1- Você é casada há 5 anos. Para você o que é ter uma relação de sucesso?

Reciprocidade. É muito difícil uma relação se sustentar quando cada parte procura quem o satisfaça, aí entra todas as demandas afetivas que a gente tem a tendência de querer que o outro preencha e uma hora isso se torna insustentável. Claro que o mais importante mesmo é o casal estar firmado em Deus, na Palavra, sempre em oração, mas nós temos essas demandas da nossa natureza egoísta. Então temos que vigiar e administrar o tempo todo. Ninguém deve carregar a responsabilidade de completar o que nos falta… Amor requer essa leveza. O que vejo como um grande ganho no meu relacionamento com o Fabiano é que a gente se prioriza como a melhor companhia um do outro e temos muita facilidade com a comunicação e respeito pela linguagem de amor de cada um. Sempre numa “via de mão dupla”. Isso é uma conquista, um se dispor, uma construção: quando você dá valor a tudo aquilo que é importante para o seu marido, naturalmente você se torna o que há de mais importante pra ele. Graças a bondade de Deus eu posso me alegrar pelo casamento que tenho. Fabiano foi minha melhor escolha, e facilita muito quando se tem muita admiração pelo cônjuge. Na pratica ele é aquele tipo de pessoa em quem vale a pena se espelhar. Como filho, irmão, pai, marido, amigo, patrão… Por onde passo ouço coisas lindas a respeito da conduta dele e isso me enche de orgulho. Aprendi muito com ele. Diferenças e divergências todo casal sempre terá, mas a forma de conduzir isso, sem dramas e com muita vontade de acertar, é o que difere. E a mulher tem um papel crucial nisso.

2- Depois de quanto tempo vocês decidiram ter filhos? O que a maternidade mudou no seu relacionamento conjugal?

Já tínhamos 4 anos de casados e, no nosso caso, ter dado esse tempo foi muito bom. Quase não temos rotina devido ao trabalho dele, então eu pude acompanhá-lo muito, assimilar esse contexto. Amadurecer também, porque me casei com 23 anos… Por isso quando a Júlia chegou só somou pra nós como casal. Alicerçou, acrescentou ainda mais intimidade porque por meio dela vivemos juntos o amor que mais se aproxima do amor de Deus por nós.

3- A Júlia é uma fofura! Quais os desafios que você encontra na criação de uma menina?

O desafio não foi e nem é ser mãe de menina propriamente, porque não tinha outra referência. Aliás pra mãe de primeira viagem tudo é muito desafiador! Mas a Júlia é muito mais do sonhei. Com 1 ano e 9 meses já é minha “companheirinha”, muito carinhosa, ela me surpreende muito. O que notei em mim é que fiquei até um pouco mais vaidosa depois de ser mãe de menina. E também reforçou a responsabilidade de ser uma mulher referência pra ela!

4- Recentemente você postou no Instagram um vídeo da Júlia recitando o Salmo 23. Como você ensina a Bíblia para ela? Muitas mães não sabem como despertar o interesse das crianças pela Palavra de Deus…

Tento manter uma disciplina, digamos assim, de orar com ela todas as noites. E uso “ferramentas” como TODOS os DVDs do “Crianças Diante do Trono” que ela adora. Às vezes mostro a mesma história que ela está assistindo no DVD, na Bíblia dela. Aí ela vai assimilando. E como ela fala desde muito pequena, ela consegue repetir alguns versículos, expressões e músicas. Há pouco tempo ganhei o CD dos “Rocha Brothers” que cantam os versículos. Ela está gostando demais e ajuda até a mim também decorar mais versículos. A verdade é que não existe nenhuma forma de educar em qualquer aspecto que não seja através do exemplo, então o que tenho tentado é viver uma vida de intimidade com Deus, pra isso ser um alicerce pra ela. Oro por ela e a consagro a Deus desde quando eu estava grávida, e em cada pequeno detalhe já tenho visto minhas orações serem respondidas.

5- Seu marido é cantor e viaja muito. Como a Júlia lida com isso?

Lida muito bem porque desde que nasceu é assim. Então ela não tem a referência de um pai que está em casa todos dias. Ela é apaixonada por ele, vê os DVDs, canta as musicas, brinca e gruda nele quando está em casa. Quando ele está viajando ela conta para as pessoas que ele está fazendo show e bate palma. Quando ele chega é uma festa! Porém ela sabe que ele vai e volta, e é segura quanto isso.

6- Como fazer com que pais que trabalham na estrada façam parte do dia a dia dos filhos?

Os dias em casa têm que ser bem intensos e aproveitados, claro, mas o que acho imprescindível é que não haja um “drama” em cima disso. Existem pais que estão em casa todos os dias e ainda assim negligenciam suas funções. E pessoas que viajam que conseguem ter todo o envolvimento necessário. Quando Júlia tinha ainda poucos meses, Fabiano começou a chegar de viagem sempre com uma lembrancinha do aeroporto pra ela e eu pedi pra ele parar. Ela poderia crescer vinculando presentes à afeto e ficar uma mensagem subliminar, como se a ausência dele tivesse que ser paga ou preenchida. E isso não é verdade. É o trabalho dele e pronto. Ela tá maiorzinha agora, tomou todas as vacinas, então às vezes viajamos pra encontrá-lo. Ele se desdobra pra voltar pra casa o quanto antes e por aí vai… Muitas pessoas já me questionaram: “Tadinha não vai ter o pai presente em festas da escolinha”. É verdade. Talvez ele não esteja, embora sei que fará de tudo pra estar. Mas se não der vou sempre mostrar que ela também faz coisas com ele que outras crianças não fazem com os pais. Ou seja, tudo na vida depende da ótica que se dá.

7- Dizem que as meninas são muito ligadas aos pais. Você sente essa admiração da Julia pelo Fabiano? Sente ciúmes?

É verdade, ela é a fã número 1 dele! Mas não tenho ciúmes não! Pelo contrário! Primeiro porque já não sou ciumenta por natureza e segundo isso me causa imensa felicidade. É algo que eu sempre sonhei e orava por isso! Existe uma frase assim: “Espera do teu filho o que fizeste com teu pai” e o Fabiano pode esperar o melhor mesmo, porque sempre foi um filho excepcional! Quando comecei a me relacionar com ele é que fui aprender o que era ser um “filho” de verdade. O que era honrar com atitudes, gestos, palavras e compreensão. Por isso sempre sonhei que quando tivéssemos um filho, ou filha, o Fabiano pudesse experimentar do que sempre deu! Eu faço todo o “movimento” pra ela ter todo esse amor e respeito por ele. Acho muito importante porque a maior leitura que os filhos fazem do pai é através da boca da mãe e vice versa. Aprendi isso com minha sogra que é uma mulher maravilhosa. Meu sogro era garimpeiro e às vezes ficava longe de casa por mais de um ano. E ela, com 3 crianças, sozinha, NUNCA reclamou ou murmurou sobre isso. Nem com os filhos, nem com ninguém. Tinha um respeito tão grande pelo marido que os filhos cresceram com esses olhos pro pai, aquele que nem se ausentando deixava de ser o líder, a referência, porque Dona Elci nunca deixou a imagem dele ser “manchada” para os meninos. Isso resultou numa família extremamente unida e em filhos de um caráter singular. Em tudo vejo o cuidado de Deus pra nos instruir e nos transformar. Sou privilegiada em fazer parte dessa família.

8- Muitas mulheres relatam que acabam vivendo uma relação de disputa com as filhas. Para você o que leva tantas famílias viverem essa relação conflituosa?

É triste saber que isso existe sim. De uma forma geral a família é sempre muito atacada espiritualmente. Por isso se faz tão necessário nos cobrir de oração! Eu sempre tive uma relação muito forte com a minha mãe, de amizade, cumplicidade e admiração. Ela é uma pessoa que superou vários traumas pra poder dar para os filhos uma afetividade que ela não recebeu. E eu, como psicóloga, sei como isso é difícil. Ela se desdobrou pra ser a mãe mais carinhosa e autêntica! O afeto dá equilíbrio, estrutura e contorna todas as coisas. Temos que buscar em Deus sabedoria pra ser a mãe que Ele quer que sejamos.

9- Para você o que é ser uma mãe que ora? Qual a importância da oração para a formação de uma família feliz?

Ser uma mãe que ora é se dispor a fazer o que há de mais importante pra vida deles! É reconhecer todos os dias que nossos filhos pertecem ao Senhor e que só ELE tem o melhor… Pra mim inclui me permitir ser transformada, me abstendo de comparações, pra ter na pratica a sabedoria de ser o que Deus quer que eu seja, pra demanda que a minha família tem! Não existe ferramenta mais importante pra ter uma família feliz do que a oração! O ministério “Mães que Oram” me ensinou muito e solidificou minha forma de enxergar essa importância e esses valores no meu contexto familiar.

 

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