Aprendendo a ser submissa!

Temos mais uma colaboração preciosa da Monique Valente no nosso blog. Como já falamos por aqui, ela é casada, mãe de três crianças e sabe bem a importância da oração pelos filhos. Hoje ela vai nos ensinar sobre submissão.

“Tenho procurado aprender sobre submissão nos últimos anos. Estudar e meditar sobre o assunto tem mudado meu casamento, beneficiado meus filhos e a mim ainda mais. Tenho compreendido que submissão não é ausência de diálogo, mas a presença de um diálogo melhor.

Sara, mulher de Abrãao, é usada muitas vezes como modelo de esposa submissa. Ela se referia ao marido como senhor e acatava aquilo que ele decidia. Mas lendo a Bíblia em busca de pistas sobre o relacionamento desse casal, percebi algo: Sara ouvia o esposo, mas ela também tinha abertura para falar com Abraão o que pensava. Temos pelo menos dois relatos.

A primeira foi para ele ter um filho com a serva. O casal já tinha recebido a promessa de que geraria uma criança. Mas como estava demorando demais para acontecer, de acordo com a perspectiva deles, Sara sugeriu que o marido engravidasse Hagar. Assim ele seria pai, e ela poderia criar o menino. Abrãao ouviu a mulher, acatou a ideia e assim Ismael foi gerado.

A segunda vez foi quando Sara se arrependeu dessa mesma sugestão e pediu que o marido mandasse a criada e o filho embora de casa. Ela já tinha concebido Isaque e não queria mais conviver com o outro menino e com a mãe dele. Nessa situação o próprio Deus falou a Abraão que ele deveria fazer tudo conforme Sara dissesse. E assim, mais uma vez, o marido agiu conforme sugerido pela esposa.

A ideia aqui não é questionar se eles estavam certos ou não em “dar um jeitinho” para que a promessa de Deus se cumprisse. O que quero é refletir sobre a forma como Sara se aproximava para pedir algo ao marido. Afinal, ela conseguiu ter sua voz ouvida em dois momentos delicados da história do casal.

A minha conclusão é que além de ser uma esposa submissa, que reconhecia a posição do marido como cabeça, ela falava com ele de maneira correta. Ela era sábia. E isso devemos aprender. Temos que ter sabedoria para abordar nossos maridos. Precisamos falar quando eles realmente querem ouvir, na hora apropriada, com doçura, escolhendo as palavras. Não adianta ir pelo caminho da briga ou gritaria. Sara não precisou de nada disso. Ela era ouvida como consequência da vida de honra e respeito que ela tinha com o esposo.

Porém, ela errou ao se precipitar. Ela falou apressadamente, sem refletir, com pressa para “resolver um problema”. Ela queria que a promessa de Deus se cumprisse, mas não levou o assunto em oração. Ao receber a visita do anjo e após esperar longamente, ela entendeu por conta própria que Deus não falou que o filho seria dela. Então, ao sugerir que Abrãao engravidasse Hagar, ela estava agindo segundo a luz que tinha na época. O que os dois podiam ter feito era ter esperado o assunto amadurecer. Eles podiam ter buscado a Deus. Se ela tivesse ido aos pés do Senhor e aguardado uma resposta, não teria se colocado adiante do agir dEle. Mesmo sabendo que a responsabilidade da decisão era de Abraão, ela teria ajudado se tivesse levado ela mesma o assunto ao Senhor. Esse é o grande aprendizado do casal. Saber falar, saber calar, saber ouvir, mas principalmente aprender a ser guiado em tudo por Deus

“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia”. (Efésios 4.31)

Vamos agora pensar sobre outra mulher da Bíblia. Ester. Ela precisava contar ao marido que ele estava sendo traído por um funcionário da mais alta confiança, e ainda pedir que ele revogasse um decreto. Imagine se Ester não tivesse tido sabedoria para falar sobre um assunto tão sério com o marido? O povo de Deus não seria poupado e ela teria falhado em sua missão. Porém, ela teve paciência e sabedoria e soube como agir.

A mulher submissa é grandemente escutada pelo marido, pois sabe quando falar e quando calar. Precisamos aprender a nos expressar para sermos ajudadoras idôneas e mantermos um canal aberto de comunicação. Quanto mais falamos da forma errada, na hora errada ou usando palavras erradas, mais nos afastamos dos maridos e construímos um muro entre nós. Logo, menos somos ouvidas.

“Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.” (Provérbios 25.24)

O problema é que muitas vezes damos ouvido ao nosso ego. Aí acabamos nos portando de forma emotiva e até explosiva. Isso não é ser sábia. Daí a importância de pararmos para meditar e levar o assunto diante Deus antes de nos pronunciarmos. A mulher que briga, que reclama, que implica, está afastando o marido de casa.

O livro de Atos mostra Priscila falando com Áquila. Eles eram casados. Áquila ouvia a esposa e a cobria para que ela exercesse seu ministério. Eles também são exemplo. Precisamos da cobertura e do direcionamento dos nossos maridos, pois eles devem responder em última instância à Deus pela família. Eles podem nos escutar e depois levar o assunto diante Deus, tomando a decisão final. As visões do homem e da mulher são diferente e uma completa a outra. A mulher tem uma sensibilidade maior, dada por Deus, para criação dos filhos. Já o homem enxerga longe, tem mais praticidade.

O diálogo da forma correta é importante. Porém como a voz da mulher não é a voz de Deus, precisamos aprender a aceitar quando as decisões são diferentes da nossa opinião, e acatar com amor. Sempre confiando nEle, compreendendo que todas as coisas cooperam para aqueles que O amam e que são chamadas segundo o Seu propósito.

Um exemplo disso é novamente Sara. Quando ela foi apresentada como irmã de Abraão ela sofreu enorme perigo, porém o próprio Deus a livrou. A certeza de que temos um Deus que se assenta no trono e tem nossas vidas em Suas mãos nos impulsiona a sermos submissas em amor. Quando vivemos e agimos para agradar a Deus, temos sempre Seu auxílio. Quando fazemos da nossa maneira estamos sozinhas.

Por isso, minha oração é para que o Senhor nos ensine a nos calar, quando precisamos, e nos guie para falar quando necessário. E que aprendamos a falar da maneira certa, na hora certa, quando eles estão com os ouvidos abertos para nos ouvir”.

 

 

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