A escolha da Escola!

IMG_1461

Dois irmãos estudavam na mesma escola. O menino amava o lugar. A menina não. O garoto não tinha dificuldades nas tarefas. Já a menina precisava de aulas particulares para dar conta. No meio das duas crianças havia os adultos daquela família. O pai queria que os filhos se formassem no mesmo colégio. Mas ele não enxergava que a filha não se adaptava àquele modelo. O menino não tinha problema com o sistema exigente, mas a menina não suportava tanta pressão. Até que ao ver a filha depressiva, o pai concordou em mudá-la de escola. A garota triste se tornou outra pessoa. Voltou a ser alegre, a se sair bem nas provas e recuperou a autoestima. Ela estava dando o melhor que podia no colégio antigo, mas, por mais que se esforçasse, ela não tinha o perfil demandado. Já na nova escola as habilidades que ela tinham foram valorizadas. Por fim a família compreendeu que a garota precisava estudar em um ambiente que fosse bom para ela, e não para atender as expectativas dos adultos.

Em outra família o problema é diferente. Um dos filhos mudou de escola durante a alfabetização. No colégio anterior ele não foi ensinado a ler ou escrever. Já no novo isso era cobrado. Durante um ano inteiro ele frequentou aulas em duas salas. Na que as crianças tinham desenvoltura com as letras, e na de alunos mais novos que estavam começando o processo. Uma situação difícil. Ele estava claramente atrasado na turma que deveria acompanhar. Para dar conta, ele precisava de aula particular, muito esforço, e acreditar que uma hora estará nivelado. Ou então ele poderia simplesmente “voltar um ano”, e ficar definitivamente na turma que iniciava a alfabetização. Mas o que fazer?

As duas história são reais. Não vamos divulgar os nomes das famílias para preservá-las. A questão é: qual caminho escolher? Como lidar com a decisão tão importante de onde matricular os filhos? Em qual escola? O que deve ser priorizado? A comodidade para a família? O perfil do aluno? A escola ser cristã? Uma escola que já prepara para o Enem? Ou uma mais flexível? Não é uma escolha fácil.

Como mães precisamos conhecer os nossos filhos. Saber qual o perfil, onde se encaixam, onde terão habilidades desenvolvidas. Não adianta matricular em um lugar onde não serão felizes. Mas acima de tudo devemos orar para Deus nos direcionar. Devemos pedir que Ele nos dê sensibilidade para entender quem nossos filhos são. Precisamos também ser sensíveis à voz do Espírito Santo.

Como mães precisamos orar para não errar. Para escolhermos lugares que vão potencializar o que nossos filhos têm de melhor, ainda que as vezes não seja aquilo que imaginamos. Todos os anos temos a oportunidade de fazer essa escolha. Uma escola errada pode matar o que nossos filhos têm de mais precioso. Crianças criativas demais podem ter dificuldade de lidar com uma instituição mais tradicional. Crianças mais concentradas podem ter dificuldade de se adaptar à escolas mais livres. Tudo é uma questão de perfil.

Como mães precisamos olhar nossos filhos com atenção para enxergar quem eles são, e não quem gostaríamos que fossem. Como mães precisamos buscar em Deus onde Ele quer que nossos filhos cresçam.

Como mães precisamos ajustar nossas expectativas sem a preocupação de “o que as pessoas vão pensar”. Nossa preocupação deve ser o que Deus vai pensar. Porque, assim como está escrito em Jeremias 29, é o Senhor que sabe os pensamentos que tem ao nosso respeito.

O ano letivo está prestes à começar. As matrículas já foram feitas. Mas nunca é tarde demais para pensar: “será que é nesta escola que meu filho deve estudar?”.

Que o Senhor nos dê sabedoria. Sempre!

Quem postou?
Compartilhe!