Há poder nos joelhos que se dobram!

Houve um tempo em que o Brasil foi tomado por um grande avivamento. As igrejas se encheram de pessoas sedentas por Deus, muitos se converteram e tiveram experiências inesquecíveis com o Senhor. Ele usou o louvor e adoração para marcar esse momento histórico. Não dá para negar que a música teve um papel crucial para trazer para o nosso país um sopro de vida para as igrejas. Mas os anos passaram, muitos se esfriaram e aquela chama tão gostosa foi diminuindo, quase se apagando. Creio que um novo sopro de avivamento virá sobre o Brasil, mas dessa vez por meio da oração.

A oração é uma arma poderosa. Em dias tão maus quanto os que temos vivido, com tantas tragédias nas famílias, na sociedade e pelo mundo, não temos outra opção senão nos curvarmos diante do Senhor clamando pela misericórdias dEle.

É neste contexto que nasceu a reunião Mães em Contato. Essa reunião é um ajuntamento de mães que oram pelos filhos, pelos maridos, pelas famílias, pela nossa nação. Cremos que hoje colhemos na nossa sociedade frutos de famílias disfuncionais, de mães que foram relapsas, displicentes, ao não dar a importância devida à oração e ao estudo da Palavra com os filhos. Somos tão consumidas pelo trabalho, pelas tarefas, pela busca da estabilidade financeira e profissional, que perdemos o nosso foco. Nos ocupamos com mil atividades e somos tentadas a deixar a oração e o tempo de comunhão com o Senhor em família para depois. Mas queremos nos levantar contra isso. Queremos lutar contra tudo aquilo que nos afasta do Senhor. Mesmo que pareça ser uma missão tão difícil. Não podemos controlar as epidemias, as tragédias, o que passa na televisão e na internet. Mas podemos orar a Deus. Ele é soberano sobre todas as coisas.

Na última quarta-feira tivemos a segunda reunião do Mães em Contato. Estivemos na Lagoinha Castelo com quase mil mães que se ajoelharam para orar. O louvor foi dirigido pela Mariana Valadão, a pregação foi feita pela Helena Tannure, mas a melhor parte foi quanto todas nós nos curvamos para interceder. Há poder nos joelhos que se dobram. Há poder quando uma mãe ora.

Nesta terça, dia 23, vamos nos reunir de novo. Dessa vez na Lagoinha Vila da Serra, com a pregação da doutora Ilma Cunha. Se você reconhece que precisa orar pela sua família, se você sabe que depende totalmente de Deus para sobreviver aos dias maus, venha estar conosco. Venha orar conosco. Venha se ajoelhar conosco. Esperamos você.

Deus te abençoe.

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Beleza ao invés de cinzas!

 

Depois de toda a farra, vem a quarta-feira de cinzas. Depois de mergulhar na festa, as pessoas se lembram que a vida continua. Depois da sexta, do sábado, do domingo, da segunda e da terça de carnaval, vem a quarta-feira de cinzas. E aí as fantasias coloridas são guardadas, as bebidas são descartadas, o confete some de cena. É dia de ir a igreja e colocar cinzas na testa, como sinal de arrependimento. Então o ano passa, o carnaval seguinte chega e todo o ciclo se repete.

Aí te pergunto: isso é arrependimento?

Não, não é. Arrependimento significa mudança de curso. Significa conversão genuína. Significa que os comportamentos antigos não serão repetidos. Mas existe o remorso. Esse traz uma sensação ruim em relação ao que foi praticado, mas não gera transformação.

“Pois a tristeza que é usada por Deus produz o arrependimento que leva à salvação; e nisso não há motivo para alguém ficar triste. Mas as tristezas deste mundo produzem a morte.” (II Coríntos 7.10)

Para o cristão, aquele que ama ao Senhor, que se preocupa com o que Ele pensa, todo dia é dia de arrependimento. Todo dia é dia de rever atitudes, analisar a própria vida, sondar o coração, de buscar transformação.

Paulo já nos ensinou:

“Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria carga”. (Galátas 6.4,5)

Como mães também devemos nos examinar todos os dias. Precisamos pensar sobre como agimos dentro de casa, como tratamos os nossos queridos, como nos portamos. Se algo nos traz tristeza, dor, então podemos nos arrepender imediatamente. Não precisamos alimentar o erro, assim como as pessoas alimentam a carne durante o carnaval, à espera do dia da redenção. A nossa redenção pode ser hoje. A qualquer hora. Afinal, o nosso Redentor vive.

“Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25)

O arrependimento traz de volta a beleza de um coração puro. Ele remove a hipocrisia de um coração fantasiado. Ele lava a sujeira do pecado. Ele faz com que todos os dias sejam de ressurreição. O arrependimento é para mim, é para você. É para quem pulou o carnaval ou apenas ficou em casa. O arrependimento é para todo aquele que não tem medo, nem vergonha, de recomeçar.

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Carnaval: Participar? ou não participar?

Estamos em pleno carnaval. Pelas ruas vemos muitas pessoas fantasiadas atrás dos blocos, a TV transmite desfiles e na internet parece que não existe outro assunto. Mas e nós, cristãos? Onde nos encaixamos nisso? O que ensinar e como ensinar aos nossos filhos?

Na semana passada, antes do feriado, meu filho de 6 anos sabia que na sexta-feira a escola teria uma programação temática. E ele me surpreendeu quando me disse:

“Mãe, não vou a escola porque vai ter carnaval”.

Eu já tinha decidido que não iria enviá-lo, só que ainda não tinha falado. Porém, ao longo dos anos venho trabalhando com meus dois filhos que esta é uma festa que não condiz com aquilo que acreditamos. Sempre fiz isso de uma forma leve. Desde bem pequenos eu explicava as razões pelas quais eles não iriam participar. Logo, é natural que ele mesmo já faça escolha por conta própria. E foi exatamente o que ele fez.

O carnaval pode ser uma festa colorida e animada. Mas as consequências dele não. Por causa da gravidez indesejada jovens são obrigadas a lidar com a maternidade antes da hora. Algumas optam pelo aborto. Por causa da livre oferta de bebida, pessoas se despertam para o alcoolismo. Com o fácil acesso às drogas, jovens mergulham nesse universo que pode ser sem volta.

Quando converso sobre o carnaval com os meus filhos, não fico falando que a festa em si é pecado. Mas eu mostro para eles as consequências que ele pode trazer. E isso sim é ruim. Afinal, essa é uma festa que promove vários atos condenados pela Bíblia, como a sensualidade, por exemplo.

Veja o que está escrito em Oséias 4.10,11:

“Os sacerdotes estão me abandonando e adorando outros deuses. Por isso comerão dos sacrifícios que o povo me oferece, mas não ficarão satisfeitos; adorarão os deuses da fertilidade, mas não terão filhos. Deus diz: — O meu povo está perdendo o juízo porque anda bebendo muito vinho”.

Nesses dias da festa da carne vemos pessoas que só querem beber mais, dançar mais, beijar mais, curtir mais. Elas agem como se nunca estivessem satisfeitas. Parece muito com o que Oséias descreve.

Se somos guiados pelo Espírito Santo, se amamos o Senhor e nos importamos com tudo aquilo que Ele ama, então devemos evitar o que Ele condena. Se amamos o Senhor vamos nos preocupar com o que Ele pensa sobre nós, e não com o que as pessoas vão dizer. Ir para escola fantasiado pode parecer algo simples, inocente. Mas se mostramos para os nossos filhos que não tem problema participar do carnaval enquanto são crianças, provavelmente eles não entenderão por que os proibimos de ir quando são adolescentes. Então, se falarmos com eles enquanto são pequenos, eles vão internalizar esse ensinamento aos poucos, até que se torne natural.

Está escrito na Bíblia para ensinarmos nossos filhos no caminho em que devem andar, para que quando crescerem eles não se desviem. É isso que devemos fazer. Esse é o nosso dever

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