Livrai-nos do dia mau!

Mães na cidade de Mariana, em Minas Gerais, estão lamentando as mortes dos filhos. Mães em Paris também choram. Nos últimos dias os noticiários estão repletos de más notícias. Para muitas famílias chegou o dia mau. Aquele em que só há choro. Em que as perguntas ficam sem respostas. Em que a saudade veio para ficar.

Em Mariana uma barragem rompida carregou pessoas, casas, bens e lembranças. Em Paris o terrorismo interrompeu vidas, exterminando a alegria. Outras tragédias também aconteceram pelo mundo. Tudo no mesmo mês. Para quem assiste a tudo fica a pergunta: onde vamos parar?

A Bíblia nos conta, no livro de Apocalipse, que um dia o mundo chegará ao fim. Jesus voltará para buscar aqueles que foram fiéis, que se entregaram e confiaram nEle. Mas até lá teremos que lidar com as ações do Inimigo, com a maldade do ser humano e todas as suas consequências.

No Salmo 23 lemos que mesmo no vale da sombra da morte, o Senhor está conosco. Como um Pai zeloso Ele não nos abandona e caminha ao nosso lado mesmo nos momentos mais sombrios. Por isso, mesmo quando nos surpreendemos com tantas atrocidades, sabemos que não estamos desamparados. O Senhor está conosco.

Como mães também precisamos estar ao lado dos nossos filhos. Precisamos amá-los, como se não houvesse amanhã. Afinal, para aquelas vítimas da barragem rompida e dos ataques terroristas, o dia nunca amanheceu. Para aquelas vidas que se foram, o mundo de fato acabou. Para as famílias enlutadas ficou a memória, a dor… Os relacionamentos quebrados não poderão mais ser concertados. Aquele pedido de desculpas não poderá ser feito. Aquela visita que ficou para outro dia, não terá outra chance de acontecer.

Por isso, precisamos amar mais. Abraçar mais. Conversar mais. Não sabemos o que nos aguarda no futuro, mas sabemos que o mundo jaz no maligno. (I João 5.19). Devemos ter esperança de dias melhores, mas não podemos deixar para resolver questões, para perdoar, quando tudo estiver mais propício. Afinal, não sabemos quanto tempo ainda temos ao lado das pessoas que nos são preciosas.

Não podemos voltar no tempo e mudar o que já se foi. Mas podemos mudar o hoje. Podemos transformar o futuro se tomarmos decisões sábias agora. Que a lama que inundou Mariana carregue o nosso orgulho. Que a tragédia que assolou Paris acabe com a nossa procrastinação. Que a maldade que assistimos calados diante da TV desperte o nosso melhor lado. E que o Senhor nos livre do dia mau.

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Aprendendo a ser submissa!

Temos mais uma colaboração preciosa da Monique Valente no nosso blog. Como já falamos por aqui, ela é casada, mãe de três crianças e sabe bem a importância da oração pelos filhos. Hoje ela vai nos ensinar sobre submissão.

“Tenho procurado aprender sobre submissão nos últimos anos. Estudar e meditar sobre o assunto tem mudado meu casamento, beneficiado meus filhos e a mim ainda mais. Tenho compreendido que submissão não é ausência de diálogo, mas a presença de um diálogo melhor.

Sara, mulher de Abrãao, é usada muitas vezes como modelo de esposa submissa. Ela se referia ao marido como senhor e acatava aquilo que ele decidia. Mas lendo a Bíblia em busca de pistas sobre o relacionamento desse casal, percebi algo: Sara ouvia o esposo, mas ela também tinha abertura para falar com Abraão o que pensava. Temos pelo menos dois relatos.

A primeira foi para ele ter um filho com a serva. O casal já tinha recebido a promessa de que geraria uma criança. Mas como estava demorando demais para acontecer, de acordo com a perspectiva deles, Sara sugeriu que o marido engravidasse Hagar. Assim ele seria pai, e ela poderia criar o menino. Abrãao ouviu a mulher, acatou a ideia e assim Ismael foi gerado.

A segunda vez foi quando Sara se arrependeu dessa mesma sugestão e pediu que o marido mandasse a criada e o filho embora de casa. Ela já tinha concebido Isaque e não queria mais conviver com o outro menino e com a mãe dele. Nessa situação o próprio Deus falou a Abraão que ele deveria fazer tudo conforme Sara dissesse. E assim, mais uma vez, o marido agiu conforme sugerido pela esposa.

A ideia aqui não é questionar se eles estavam certos ou não em “dar um jeitinho” para que a promessa de Deus se cumprisse. O que quero é refletir sobre a forma como Sara se aproximava para pedir algo ao marido. Afinal, ela conseguiu ter sua voz ouvida em dois momentos delicados da história do casal.

A minha conclusão é que além de ser uma esposa submissa, que reconhecia a posição do marido como cabeça, ela falava com ele de maneira correta. Ela era sábia. E isso devemos aprender. Temos que ter sabedoria para abordar nossos maridos. Precisamos falar quando eles realmente querem ouvir, na hora apropriada, com doçura, escolhendo as palavras. Não adianta ir pelo caminho da briga ou gritaria. Sara não precisou de nada disso. Ela era ouvida como consequência da vida de honra e respeito que ela tinha com o esposo.

Porém, ela errou ao se precipitar. Ela falou apressadamente, sem refletir, com pressa para “resolver um problema”. Ela queria que a promessa de Deus se cumprisse, mas não levou o assunto em oração. Ao receber a visita do anjo e após esperar longamente, ela entendeu por conta própria que Deus não falou que o filho seria dela. Então, ao sugerir que Abrãao engravidasse Hagar, ela estava agindo segundo a luz que tinha na época. O que os dois podiam ter feito era ter esperado o assunto amadurecer. Eles podiam ter buscado a Deus. Se ela tivesse ido aos pés do Senhor e aguardado uma resposta, não teria se colocado adiante do agir dEle. Mesmo sabendo que a responsabilidade da decisão era de Abraão, ela teria ajudado se tivesse levado ela mesma o assunto ao Senhor. Esse é o grande aprendizado do casal. Saber falar, saber calar, saber ouvir, mas principalmente aprender a ser guiado em tudo por Deus

“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia”. (Efésios 4.31)

Vamos agora pensar sobre outra mulher da Bíblia. Ester. Ela precisava contar ao marido que ele estava sendo traído por um funcionário da mais alta confiança, e ainda pedir que ele revogasse um decreto. Imagine se Ester não tivesse tido sabedoria para falar sobre um assunto tão sério com o marido? O povo de Deus não seria poupado e ela teria falhado em sua missão. Porém, ela teve paciência e sabedoria e soube como agir.

A mulher submissa é grandemente escutada pelo marido, pois sabe quando falar e quando calar. Precisamos aprender a nos expressar para sermos ajudadoras idôneas e mantermos um canal aberto de comunicação. Quanto mais falamos da forma errada, na hora errada ou usando palavras erradas, mais nos afastamos dos maridos e construímos um muro entre nós. Logo, menos somos ouvidas.

“Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.” (Provérbios 25.24)

O problema é que muitas vezes damos ouvido ao nosso ego. Aí acabamos nos portando de forma emotiva e até explosiva. Isso não é ser sábia. Daí a importância de pararmos para meditar e levar o assunto diante Deus antes de nos pronunciarmos. A mulher que briga, que reclama, que implica, está afastando o marido de casa.

O livro de Atos mostra Priscila falando com Áquila. Eles eram casados. Áquila ouvia a esposa e a cobria para que ela exercesse seu ministério. Eles também são exemplo. Precisamos da cobertura e do direcionamento dos nossos maridos, pois eles devem responder em última instância à Deus pela família. Eles podem nos escutar e depois levar o assunto diante Deus, tomando a decisão final. As visões do homem e da mulher são diferente e uma completa a outra. A mulher tem uma sensibilidade maior, dada por Deus, para criação dos filhos. Já o homem enxerga longe, tem mais praticidade.

O diálogo da forma correta é importante. Porém como a voz da mulher não é a voz de Deus, precisamos aprender a aceitar quando as decisões são diferentes da nossa opinião, e acatar com amor. Sempre confiando nEle, compreendendo que todas as coisas cooperam para aqueles que O amam e que são chamadas segundo o Seu propósito.

Um exemplo disso é novamente Sara. Quando ela foi apresentada como irmã de Abraão ela sofreu enorme perigo, porém o próprio Deus a livrou. A certeza de que temos um Deus que se assenta no trono e tem nossas vidas em Suas mãos nos impulsiona a sermos submissas em amor. Quando vivemos e agimos para agradar a Deus, temos sempre Seu auxílio. Quando fazemos da nossa maneira estamos sozinhas.

Por isso, minha oração é para que o Senhor nos ensine a nos calar, quando precisamos, e nos guie para falar quando necessário. E que aprendamos a falar da maneira certa, na hora certa, quando eles estão com os ouvidos abertos para nos ouvir”.

 

 

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Nem tudo é o que parece

As fotos postadas pela jovem mostram lugares lindos, roupas charmosas e um corpo incrível. Tudo parece estar em perfeita harmonia, mantendo uma casualidade impecável. O sorriso descontraído, os gestos leves e até a luz. Mas as legendas das fotos postadas ao longo de quase 200 semanas foram alteradas recentemente. A dona da conta do Instagram o fez propositalmente. Essena O’Neill disse ter se cansado da falsidade que existe nas redes sociais e que por isso optou por desmascarar o que está por trás de cada imagem. “Rede social não é vida real”, ela escreveu.

A garota apagou mais de 2 mil fotos que ela já tinha postada ao longo dos anos, e as que manteve deixou mensagens diferentes. Na que aparece usando um determinado vestido, ela conta que foi paga por uma empresa para fazer isso. Em outra ela revela que tirou mais de 100 fotos para garantir que a barriga saísse perfeita, enquanto gritava com a irmã mais nova que estava por trás dos cliques. Ela ainda diz que provavelmente não tinha comido nada naquele dia. Ela foi contratada para fazer uma postagem promovendo o biquini.

E assim Essena foi mostrando que toda a espontaneidade das imagens que publicou no Instagram não passava de publicidade.

“Eu estava com acne aqui, isso é um monte de maquiagem. Eu estava sorrindo porque pensei que ficava bonita. Felicidade baseada em estética vai sufocar o seu potencial aqui na Terra”.

“Minha primeira foto no Instagram. Eu me lembro de checar obsessivamente quantas curtidas eu tinha durante uma semana. Eu ganhei tipo cinco. Isso foi quando eu estava desesperada por aceitação em rede social. Isso foi 173 semanas atrás. Agora, marca o dia em que abandonei todas as redes sociais e passei a focar em projetos da vida real”.

Essena passou a questionar o que a motivava a postar. Fazer com que as pessoas quisessem ser como ela? Viver como ela? Se vestir como ela? Ter o corpo perfeito que ela tinha? E ainda por cima ganhar dinheiro com publicidade? A garota, que adorava se mostrar como alguém natural e espontânea, confessou que tudo o que fazia era para se tornar famosa nas redes sociais. Mas ao alcançar a meta, descobriu que isso não era mais suficiente. Por isso Essena se definiu como uma farsa.

A atitude de Essena nos leva a questionar como usamos nossas redes sociais. Qual o objetivo do que postamos? O que queremos conseguir verdadeiramente quando tiramos uma foto e escrevemos uma legenda? Essena enxergou que as motivações dela estavam erradas, e assim joga uma luz nos comportamentos da nossa sociedade real e virtual.

Passamos muito tempo com o celular na mão acompanhando o que acontece nas vidas das pessoas. E querendo ou não somos influenciados pelo o que vemos. Mas muitas vezes nos esquecemos que nem tudo o que é postado é sincero, verdadeiro ou honesto. O que vemos é uma vida editada. E aqui cabem algumas reflexões:

Que tipo de padrão está sendo criado pelas redes sociais? Que tipo de inspiração está sendo promovida? Será que devo acreditar em tudo o que vejo? Será que preciso mesmo seguir as tendências que são postadas diariamente? Em função de que estamos vivendo? Qual a relevância e o propósito do que postamos? Usamos as redes sociais para auto-promoção? Para ostentar um padrão de vida que muitas vezes nem se tem? Estamos ensaiando a espontaneidade e vivendo por conta de uma imagem criada?

A Bíblia nos ensina que o homem vê o exterior, mas o Senhor se preocupa com o nosso coração. Não há nada de errado em postar fotos de viagens, restaurantes, usando roupas caras, fazendo passeios ou se divertindo com a família e amigos. Errada é a motivação que pode estar por trás disso. Se postamos só para ostentar, para atingir alguém, ou para mostrar uma vida que não vivemos, é preciso repensar.

Está na hora de nos preocuparmos menos com a perfeição do ângulo da foto. Está na hora de sermos mais honestas com as pessoas ao nosso redor, com as que nos conhecem apenas virtualmente, e principalmente, com a gente mesma. Está na hora de se preocupar menos com o que as pessoas pensam de nós e mais com os momentos que estamos perdendo enquanto estamos curtindo uma realidade virtual.

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