Traumas: o que a Palavra de Deus diz sobre eles?

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Na reunião desta semana falamos sobre os traumas. Assunto forte, que muitas vezes evitamos. Porém, lendo a Bíblia aprendemos que é possível superar lembranças ruins, acontecimentos indesejados, com a ajuda do Senhor. A Dani foi quem trouxe essa mensagem para nós e foi um dia de muita cura.

Para falar sobre este assunto, vamos voltar à história de Davi, que está escrita nos livros de Samuel.

Como você deve se lembrar, Davi foi ungido rei de Israel no lugar de Saul. Porém, até que ele pudesse ocupar o trono, demorou um pouco. Enquanto isso Deus foi preparando o jovem pastor para a missão que ele iria desempenhar. Ao longo dos anos Davi conviveu com a família real da época, e se tornou muito amigo do filho de Saul: Jônatas.

Um dia, os dois prometeram que se algo acontecesse a um deles, o outro deveria tomar conta da família do amigo. Foi um compromisso que eles fizeram um com o outro, e chegou o momento em que Davi precisou honrar o acordo.

Jônatas morreu durante uma batalha e apenas um filho sobreviveu. O menino se chamava Mefibosete, e em um acidente, acabou ficando aleijado. Na realidade a babá dele tentou salvar o garoto enquanto todos os parentes de Saul estavam sendo assassinados. Na correria o filho de Jônatas levou um tombo que marcou a vida dele para sempre. Ele tinha apenas cinco anos de idade quando ficou manco. (2 Samuel 4.4).

A palavra trauma tem um significado curioso em grego: ferida. E se formos analisar o lado psicológico, ela pode ser interpretada como uma ferida forte o suficiente para mudar o rumo da vida de uma pessoa. Foi o que aconteceu com aquela criança que cresceu marcada.

Como aleijado Mefibosete não podia trabalhar. Ele já não tinha direito à herança do pai ou do avô porque eles foram mortos na guerra e ele era um foragido, refugiado. Ferido, humilhado, traumatizado pelo passado, Mefibosete, cresceu pagando diariamente um preço que não era dele. E tem um detalhe: o nome Mefibosete significava Indigno. Com uma sentença como essa, não havia muito o que esse rapaz poderia querer da vida, mesmo sendo um príncipe, sendo de uma linhagem real…

Assim os anos se passaram… Davi foi coroado, tomou posse dos bens de Saul, do título e se tornou o famoso rei. Dessa forma chegamos ao texto de 2 Samuel 9.1- 9, que está descrito abaixo.

“ Certo dia Davi perguntou:

– Será que alguma pessoa da família de Saul ainda está viva? Se está, eu quero fazer alguma coisa boa para essa pessoa, por causa de Jônatas.

Havia um empregado chamado Ziba, da família de Saul. Alguém lhe disse que fosse falar com o rei Davi.

Você é Ziba? — perguntou o rei.
Sim, sou eu mesmo, às suas ordens! — respondeu ele.
E o rei lhe perguntou:

– Ainda existe alguém da família de Saul para quem eu possa fazer alguma coisa boa, como prometi a Deus?

Ziba respondeu:

Sim. Existe um filho de Jônatas. Ele é aleijado dos dois pés.
Onde está ele? — perguntou o rei.
Na casa de Maquir, filho de Amiel, na cidade de Lo-Debar! — respondeu Ziba.
Então o rei Davi mandou buscá-lo. Quando Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, chegou, ele ajoelhou-se e encostou o rosto no chão diante de Davi em sinal de respeito. Davi disse:

Mefibosete!
Às suas ordens, senhor! — respondeu ele.
Não fique com medo! — disse Davi. — Eu serei bondoso com você por causa de Jônatas, o seu pai. Eu lhe darei de volta todas as terras que pertenciam ao seu avô Saul, e você será sempre bem-vindo à minha mesa.
Mefibosete se curvou novamente e respondeu:
Eu não valho mais do que um cachorro morto! Por que o senhor é tão bondoso comigo?
Então o rei chamou Ziba, o empregado de Saul, e disse:

– Eu estou devolvendo a Mefibosete, o neto do seu patrão, tudo o que pertencia a Saul e à sua família”.

Davi já era rei quando se lembrou que tinha feito uma promessa. E ele a cumpriu. Ele foi atrás daquele homem, traumatizado, marginalizado, que era o que podemos chamar de “Colecionador de Traumas”.

Mefibosete tinha um trauma físico, que o lembrava todos os dias de quem ele foi e o que ele era. Ele tinha um trauma familiar. Todos os parentes foram mortos, ele era descendente de um rei que tinha falhado, e foi criado por pessoas com quem não tinha nenhum laço de sangue. Ele tinha um trauma emocional, por ter perdido direito à tudo o que o pertencia de uma hora para outra. Tinha um trauma social, por ser deficiente físico em uma sociedade que não aceitava isso. Tinha um trauma espiritual e provavelmente devia se sentir abandonado pelo Deus que o pai e o avó serviram. E aquele nome não ajudava em nada… Apenas reforçava a condição de homem aleijado, indigno, em que ele vivia.

Assim como Mefibosete, também carregamos alguns traumas. Situações que nos levam a nos sentir indignos. E dessa forma, nos esquecemos da nossa identidade e ficamos paralisados. Os traumas gritam que não podemos avançar, que não merecemos nada, que somos vítimas das circunstâncias. Durante anos essa foi a situação de Mefibosete, até que um encontro com o rei mudou toda a história.

Quando Davi chamou o filho do amigo à sua presença, ele resgatou a dignidade de Mefibosete. Da mesma forma, aquele homem ferido, não agiu com arrogância, mas foi humilde para reconhecer sua condição, seus traumas e sua posição. Ele foi obediente àquele rei, a quem poderia odiar, afinal foi por causa da ascensão de Davi que Mefibosete perdeu tudo o que tinha. Porém, o texto acima nos mostra que ao invés de ódio, ele aceitou a sua condição e por isso, foi chamado à se assentar à mesa do rei. Ele teve a dignidade restituída.

Aprendemos com Mefibosete que é possível vencer os traumas do passado e recomeçar. Com ele vemos também como um nome pode causar danos e aumentar a sentença de fracasso de uma pessoa. Será que já fizemos isso com alguém? Como mães, ao chamar os nossos filhos, estamos de alguma forma reforçando suas deficiências ou promovendo as qualidades?

Não importa como você agiu até hoje. Não importa como o seu coração está hoje. Não importa quais feridas você carrega ao longo dos anos. Um encontro com o Rei pode mudar tudo isso. Assim como Mefibosete foi restaurado quando se achegou diante do rei, podemos nos aproximar de Deus, reconhecendo os nossos traumas, exibindo para Ele as nossas deficiências e assumiondo que precisamos da intervenção do Senhor para mudar as nossas vidas.

Mefibosete nos ensina que não interessa quanto tempo você viveu marginalizada pela sociedade, se sentindo mal por tudo o que já viveu, e pelo o que fizeram com você. Deus tem o poder de fazer tudo novo, de apagar os traumas e nos levar à uma nova vida.

Faça como Mefibosete. Se achegue à presença do Rei e permita que Ela reconstrua a sua história.

Por: Daniela Ribeiro

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Treinamento Mães que Oram!

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Queridas leitoras,

Estamos muito felizes! No início da semana falamos que alguns grupos de mães estão começando a se organizar para começar o ministério. Bom, estamos tão empolgadas com tudo isso que preparamos um treinamento específico para as mulheres interessadas.

No treinamento vamos falar sobre como abordar outras mães, como organizar os grupos, liderança, e ainda vamos dar dicas práticas para realizar as reuniões com charme e elegância. Teremos um material feito com muito carinho, que vai ajudar muito na caminhada dos novos grupos! Será uma noite incrível de ensinamento, oração, e de troca de experiências!

O nosso primeiro treinamento será no dia 11 de junho, a partir das 19h30, no Automóvel Clube, em Belo Horizonte. As vagas são limitadas. Ficou curiosa? Então nos envie um e-mail para saber mais detlahes: contato@maesqueoram.com.br.

Deus te abençoe!

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Qual modelo tenho elegido para minha vida?

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Hoje vamos refletir sobre um texto escrito por uma pessoa muito querida que tem acompanhado o nosso blog. A Nádia Lemos mora em Miami e nos enviou a mensagem abaixo. Que o Senhor possa falar com você através das palavras dela! Em nome de Jesus!

Eu sou única! Você é única! Deus nos fez com características distintas, mas o desejo dEle é que sejamos parecidas com Cristo no caráter e nas atitudes. Existem alguns versículos que falam sobre a forma maravilhosa como fomos feitas pelas mãos do Criador:

O Salmo 119.73a diz: “As tuas mãos me fizeram e me afeiçoaram”.

O Salmo 139:16: “Os teus olhos me viram a substancia ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia antes.”

Deus nos fez com um propósito e não nascemos em vão! Como está escrito no seguinte versículo:

O Salmo 139.14: “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste, as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem”.

Essa é uma declaração poderosa de Deus para nós! E me leva a pensar na seguinte pergunta: qual modelo tenho elegido para minha vida?

Na vida aprendemos e elegemos modelos para seguir. Mas podemos fazer escolhas erradas, trazendo conceitos que podem nos atrapalhar na direção que Deus quer nos guiar. Por isso precisamos aprender a seguir o modelo dAquele que nos criou. Fomos feitos imagem e semelhança do Senhor, para a glória do Pai. Mas como podemos nos parecer com Ele?

Bem, não é algo físico, mas acontece de dentro para fora. Deus quer nos fazer semelhantes a Ele na nossa alma, no nosso caráter, nas nossas atitudes. A nossa aparência não significa nada para Deus, como está escrito em 1Pedro 3.3-4:

“Não seja o adorno das esposas o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário. Seja porem, o homem interior do coração, unido ao incorruptível, de um espirito manso e tranquilo que e de grande valor diante de Deus”

Por isso a nossa prioridade deve ser a postura interna de obediência e fidelidade ao Senhor. A busca pela presença de Deus e a comunhão com Ele são prioridades.

Mas… e a aparência? Se a Bíblia diz que somos o templo do Espírito Santo, também precisamos cuidar do nosso corpo. Mas isso deve ser feito tendo em mente um modelo santo.

O mundo nos oferece vários modelos. E assim, muitas vezes nos chateamos por não termos o corpo que gostaríamos, o peso, o cabelo… Mas o desejo de Deus é trazer equilíbrio em todas as áreas da nossa vida. Buscar sermos parecidas com Ele nas atitudes não exclui cuidarmos de nós mesmas. Podemos desfrutar com alegria da beleza que Deus nos deu! Não existe mulher imperfeita ou feia. Podemos sim, aprender a realçar e valorizar nossas características únicas e pessoais!

Quando vejo uma jovem de 18 anos, uma mulher de 30 ou de 60, posso ver a graciosidade de cada idade, a beleza daquele momento. Se com entendimento soubermos desfrutar de cada fase, nos cuidando e nos alegrando com cada idade, e claro com a presença de Deus, passaremos felizes. Olhe para um espelho. Quais os pontos fracos você percebe? Quais os pontos fortes?

É possível equilibrar a pele, por exemplo. Tonificar e usar produtos que vão ser adequados. Mas você sabe qual tipo de pele é a sua? Procure entender e identificar. Afinal, o nosso rosto requer um cuidado especial. Pois a textura é diferente do resto do corpo. Ela fica exposta a sol, ao vento, ao ar condicionado… E como o passar dos anos o nosso organismo perde a produção de colágeno e elastina, que sustentam a musculatura e dão firmeza a pele. Por isso é necessário limpar, tonificar, usar máscaras apropriadas, hidratar, proteger do sol… E esse é só um exemplo que você pode fazer.

Lemos muitas matérias em revistas, artigos na internet dizendo o que devemos usar, o que comer, tudo para aparentar termos 10 anos a menos. Mas temos que nos lembrar que uma alimentação balanceada irá refletir fortemente a nossa pele do rosto. É visível! Já na maquiagem o ponto que sempre ressalto é: não “ficar mais jovem” , mas “sentir-se bem”.

Portanto lembre-se que somos perfeitas aos olhos de Deus. Busque equilíbrio com sabedoria! Você é linda aos olhos de Deus!

Deus te abençoe !

Por Nadia Lemos

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